6º Domingo do Tempo Comum | Homilia | Padre Francisco da Costa | 14/02/2021

Publicado por: Silvia Oliveira 15/02/2021

6º DOMINGO DO TEMPO COMUM, ANO B – 2021

(Leituras: Lv 13, 1-2.44-46; 1Cor 10, 31–11,1; Mc 1, 40-45.)

Amados irmãos e irmãs! O evangelho que acabamos de escutar, nos fala de um homem leproso que foi curado por Jesus. O interessante é o diálogo que nós podemos aprender. Um leproso – isto é, um homem doente, marginalizado da comunidade santa do Povo de Deus, considerado pecador e maldito – vem “ter com Jesus”. Um homem leproso aproximou-se e ajoelhou-se diante de Jesus (num gesto de humilde oração) diante de Deus, perguntou a Jesus: <Se queres, tens o poder de curar-me>. Ao ouvir o pedido dele, Jesus cheio de amor e compaixão a ele respondeu: ”Eu quero, fica curado”! A lepra o deixou e ele ficou curado.

Após a cura, Jesus deu uma ordem: “não contes a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, conforme a lei de Moisés, como prova para eles”! Perguntamos porque Jesus mandou o leproso curado para apresentar-se ao sacerdote? Podemos ver a resposta na primeira leitura. A passagem da primeira leitura do livro do Levítico, capítulo 13, 1 a 46. O nome Levítico quer nos ensinar sobre o papel ou a missão dos sacerdotes de Levi. A passagem de hoje apresenta-nos dois pontos essenciais:

1) A lei acerca da lepra. Ouvimos hoje se alguém tivesse na pele do seu corpo alguma inflamação, erupção ou mancha branca, com aparência do mal da lepra, seria levado ao sacerdote Aarão ou a um dos seus filhos sacerdotes. Se o homem tivesse lepra era considerado como impuro, e assim o sacerdote o deveria declarar. Neste caso, a tarefa principal dos sacerdotes seria pronunciar (oficialmente) quando um homem tivesse a doença da lepra,  os sacerdotes também tinham a competência para falar publicamente quando um leproso era curado da lepra para que ele fosse  acolhido de novo pela comunidade. Ou seja, no primeiro passo tem que passar por provas ou exame (linguagem médica é fazer o exame (diagnose) sobre os sintomas que aparecem em um doente).

2) O segundo passo seria observar as exigências. A primeira exigência fala sobre aquilo que um leproso deve fazer quando perceber estar com a lepra. A passagem diz que: “quando um homem é atingido por este mal ele deverá andar com as vestes rasgadas, os cabelos em desordem e a barba coberta, gritando: “impuro, impuro”! Então é excluído da comunidade, fica sozinho, e é proibido ter contato com as outras pessoas. E, a outra exigência se manifesta após a sua cura, ou seja, a lei da purificação dos leprosos. Isto é oferecer sacrifício conforme o que ordenou Moises, a qual lemos no capítulo 14 do livro do Levítico.    

Amados irmãos e irmãs! Dois pontos são considerados de suma importância:

1º) O homem leproso aproximou-se de Jesus, ajoelhou-se e pediu a sua ajuda. Este ato nos mostra um gesto de humildade da parte do doente. Precisamos também trazer a nossa doença, simbolizada pelas nossas dificuldades e problemas da vida – e em seguida apresentá-los a Deus. Deus é a resposta positiva para os nossos problemas. “Sim eu quero, fica curado”. ‘Sim eu quero resolver o teu problema’. Jesus está nos apresentando o rosto de Deus Pai cheio de misericórdia para nos socorrer. “Venham a Mim todos vocês que estão cansados – Eu vos aliviarei”. Muitas vezes, não queremos ir a Deus levando as nossas dificuldades, afinal ficamos presos, pois não é a comunidade que nos exclui mas nós mesmos que aprisionamos a nossa vida.

2º) O sentido de gratidão. Agradecer a Deus pela saúde, pelo trabalho que conseguimos alcançar sob a graça, a proteção, a cura recebida de Deus. Agradecer é a nossa obrigação como filhos e filhas de Deus. São Paulo na segunda leitura diz: “fazei tudo para glória de Deus”. Então, o agradecimento é um dos nossos melhores gestos para fazer a vontade de Deus e glorificá-lo.

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Pe. Francisco da Costa | Diocese de Díli, Timor-Leste



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